Após tentar culpar outro homem, companheiro confessa assassinato de mulher em Perobal
A Polícia Civil atualizou nesta segunda-feira (8) as investigações sobre o feminicídio que vitimou Kênia Santos, de 37 anos, em Perobal, e confirmou a prisão preventiva do principal suspeito do crime. O homem, de 26 anos, companheiro da vítima, confessou ter sido o autor dos golpes de faca que resultaram na morte da mulher.
O crime ocorreu na madrugada de domingo (7), entre aproximadamente 2h e 3h30, em uma residência localizada na região central do município. Inicialmente preso em flagrante após procurar uma unidade de pronto atendimento alegando que a companheira havia sido esfaqueada, o investigado teve a prisão convertida em preventiva por decisão da Justiça.
De acordo com informações da Delegacia da Mulher de Umuarama, responsável pelo caso, a confissão ocorreu durante um novo interrogatório realizado no decorrer das investigações. Na ocasião, o suspeito admitiu ter utilizado duas facas durante uma discussão com a companheira. Ele também relatou aos policiais que ambos haviam consumido bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes antes do crime.
A versão apresentada pelo investigado contradiz o relato inicial fornecido à Polícia Militar logo após o ocorrido. Na primeira declaração, ele afirmou que um homem de 30 anos teria invadido a residência e atacado Kênia. Entretanto, segundo a Polícia Civil, o suspeito reconheceu posteriormente que a história foi inventada em um momento de desespero.
Com a confissão, os investigadores descartaram qualquer participação do homem apontado inicialmente como autor do crime. Ele chegou a ser conduzido para prestar esclarecimentos durante as primeiras diligências, mas foi excluído das investigações após o avanço dos trabalhos policiais.
O caso causou grande comoção em Perobal pela violência empregada na ação criminosa. Quando equipes da Polícia Militar e do socorro chegaram ao local, encontraram Kênia já sem vida em um dos quartos da residência. Durante a perícia, foram localizadas duas lâminas de faca cravadas na região do pescoço da vítima.
Ainda nas primeiras horas da investigação, inconsistências no relato do companheiro chamaram a atenção dos policiais. Conforme apurado, ele não apresentava lesões compatíveis com a suposta luta corporal que havia narrado inicialmente. Além disso, vestígios encontrados na residência levantaram dúvidas sobre a cronologia dos fatos apresentada por ele.
A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento e aguarda a conclusão dos laudos da Polícia Científica, incluindo os exames periciais realizados no local do crime e a necropsia da vítima. Paralelamente, testemunhas e familiares seguem sendo ouvidos para auxiliar na completa elucidação do caso.
Após a conclusão das diligências, o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário dentro do prazo legal.




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